"Inteligência artificial em saúde: inovação com responsabilidade ética" | Hortense Cotrim e Sofia Nunes

Ciências da Saúde
"Inteligência artificial em saúde: inovação com responsabilidade ética" | Hortense Cotrim e Sofia Nunes
Quarta-feira, 11 de Março de 2026 in Sapo

A ética da inteligência artificial em saúde não constitui um entrave ao progresso. Pelo contrário, funciona como o seu cinto de segurança.

À semelhança do que ocorreu com a automação após a Revolução Industrial, é hoje difícil imaginar uma área da vida que não seja influenciada pela Inteligência Artificial (IA). A saúde não é exceção. Sistemas de IA já demonstraram capacidade para interpretar exames, como imagens médicas, com níveis de precisão comparáveis aos de médicos em início de carreira. Paralelamente, aplicações digitais prometem apoiar, ou mesmo substituir parcialmente, tarefas tradicionalmente associadas aos médicos, enfermeiros ou outros profissionais de saúde. Enquanto alguns veem na IA uma resposta quase imediata às crescentes pressões sobre os sistemas de saúde, outros alertam para expectativas excessivas e para o risco de desvalorização do cuidado humano, para além das questões emergentes como a autonomia da pessoa de forma transversal.

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