XX Olimpíadas de Biotecnologia: a edição que bateu todos os recordes

As XX Olimpíadas de Biotecnologia foram, por todos os motivos, uma edição para a história. Com 549 estudantes inscritos, provenientes de 42 escolas de todo o país, esta foi a maior participação de sempre na competição. Na final, que decorreu na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa do Porto, estiveram presentes 66 alunos, acompanhados por 45 professores.

Ao longo das vinte edições da competição, estima-se que já tenham passado pelas Olimpíadas de Biotecnologia cerca de 7400 alunos, um legado impressionante que reflete o crescimento e a consolidação da prova no panorama do ensino das ciências em Portugal.

As grandes vencedoras da XX edição

Os dois grandes prémios desta edição foram conquistados por duas alunas de excelência. Kaixin Cheng, da Escola Básica e Secundária de São Martinho do Porto (Alcobaça), e Ana Duarte Abraços, da Escola Secundária de São João do Estoril (Cascais), foram as grandes vencedoras, cada uma premiada com um cartão presente no valor de 300 euros.

Menções honrosas

A organização distinguiu ainda os melhores alunos de cada ano de escolaridade com menções honrosas, premiadas com cartões presente no valor de 100 euros.
10.º ano: André Cancela, da Escola Secundária Dr. Mário Sacramento (Aveiro);
11.º ano: Luciana Fritz, da PaRK International School (Lisboa);
12.º ano: Filipa Ferreira Sousa, do Colégio Internato dos Carvalhos (Vila Nova de Gaia).

Inovação no formato de avaliação

O formato de avaliação das Olimpíadas de Biotecnologia evoluiu nos últimos anos, tornando-se progressivamente mais completo e exigente. Desde a edição anterior, a prova passou a combinar um exame prático com um teste de escolha múltipla.
Os 20 melhores alunos são depois selecionados com base na resposta a uma pergunta de desenvolvimento, nesta edição, subordinada ao tema do determinismo genético e da variabilidade humana, uma das questões mais fascinantes e debatidas da biologia contemporânea.

Ciência sem barreiras linguísticas

Uma das grandes novidades desta vigésima edição foi a oferta bilingue das provas, uma iniciativa inédita na história das Olimpíadas de Biotecnologia. Pela primeira vez, alunos que não têm o português como língua materna puderam participar em igualdade de condições, o que atraiu já alguns estudantes estrangeiros à competição.
Esta abertura reflete uma visão mais inclusiva e internacional da ciência, e posiciona as Olimpíadas de Biotecnologia como uma referência não apenas nacional, mas com potencial para atrair talento de toda a Europa.

Maior participação de sempre

Paula Teixeira, da direção da Escola Superior de Biotecnologia, sublinhou o significado desta edição comemorativa, ao recordar que nas vinte edições da competição já participaram cerca de 7400 alunos, o que reforça o impacto de um projeto que, ano após ano, aproxima os jovens portugueses da biotecnologia.
A responsável referiu ainda que a final desta edição foi “renhida e com muitos bons resultados”, reflexo do elevado nível dos participantes e da qualidade do ensino das ciências nas escolas representadas.

Competição científica

As Olimpíadas de Biotecnologia são uma competição científica nacional dirigida a estudantes do ensino secundário, que visa promover o interesse pela biotecnologia e pelas ciências da vida. Ao longo de duas décadas, a prova cresceu de forma consistente, tornando-se num dos eventos de referência do calendário científico escolar português.

A competição é organizada pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Biotecnologia

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27-04-2026